Olá. Hoje é quarta-feira; dia de "Contas-poupança", no Jornal da Noite na SIC!
Na reportagem desta semana vamos mostrar-vos um simulador que encontrei na internet (feito por pessoas bastante credíveis) em que pondo os valores que mostrarei mais logo, diz-vos de imediato quanto dinheiro vos vai sobrar ou faltar no fim do ano.

Achei muito útil, sobretudo porque nos permite corrigir (a tempo) onde estamos a gastar talvez mais dinheiro do que o que temos ou permite-nos ter a noção de que se quisermos manter os nossos gastos vamos ter de arranjar mais fontes de rendimento. No final do simulador ficam a saber se estão no verde, no laranja ou no vermelho. E sugere onde cortar...


Muito útil.
Mais logo, por volta das 21h no Jornal da Noite na SIC.
PARTILHEM! A ideia é ajudar as famílias a ter as contas controladas.

Continuamos com a intenção de transformar este blogue na maior Enciclopédia audiovisual de Poupança em Portugal.
Estou a recuperar todas as reportagens do "Contas-poupança" dos últimos 5 anos.
Estávamos em 2011 e as comissões Bancárias já custavam a pagar nessa altura. Os valores da reportagem estão desatualizados. Agora paga-se MUITO MAIS. Mas a forma de lhes escapar permanece rigorosamente atual.

A reportagem é da minha colega Joana Nabais.

"Milhares de pessoas têm mais do que uma conta bancária e muitas vezes sem necessidade. Uma para receber o ordenado, uma para pagar as despesas, outra para as emergências, mais uma para as poupanças. Só em comissões de manutenção destas contas, os bancos cobram quase 3 mil milhões de euros por ano. Os especialistas lembram que é possível poupar muito dinheiro juntando o dinheiro numa única conta."

Pode ver a reportagem do Contas-poupança nº 5, emitida a 15/7/2011, clicando AQUI
Vejam lá se descobrem o "gato" nesta foto. Descobri este anúncio há uns tempos numa loja. Gostei tanto que tirei uma foto para nunca me esquecer que o cliente PODE reclamar. Pode escolher não o fazer.... mas PODE! Mesmo que o dono da loja não concorde, a última palavra é do Livro de Reclamações.


 ... E eu reservo-me o direito de não querer entrar numa loja que diga isto...


Há cerca de 15 dias, expliquei no Contas-poupança que há muitos seguros de vida "perdidos" por aí...
Se alguma vez fizeram um Crédito pessoal, compraram carro ou estão a pensar fazer um crédito ou comprar uma viatura, leiam com atenção este texto. Tem mais algumas informações que a reportagem que viram na SIC. Tem desenvolvimentos importantes. Partilhem. O link está abaixo.


Pode ler a Crónica no Expresso AQUI

DESENVOLVIMENTOS E RESUMO
(Com a ajuda preciosa dos comentários no Facebook da espectadora Ana Maria)

Se os juros dos imóveis ou das rendas não aparecem na página do IRS TAMBÉM PODE SER porque...

JUROS

1) Os juros de empréstimos para habitação permanente são dedutíveis só para contratos celebrados até 31/12/2011. Se comprou casa nos últimos 5 anos, não tem direito à dedução desses juros, portanto é óbvio que não vão aparecer.
2) Quem tenha duas habitações com empréstimo bancário só poderá deduzir os juros da habitação própria permanente.

RENDAS

1)  Se o contrato de arrendamento é anterior a 1990 não tem direito a dedução das rendas de casa.
2) A renda de casa só é dedutível se for o seu domicílio fiscal. Se vive com alguém e paga renda, mas nas finanças ainda está registado(a) noutra morada, não vai aparecer na página do IRS nenhum valor.
3) O contrato de arrendamento tem de ter sido celebrado ao abrigo do Regime do Arrendamento Urbano. Caso contrário, a renda não aparece.
4) O contrato registado nas Finanças tem de ser "Habitação própria permanente" se estiver com outra categoria, por engano do senhorio, os valores não vão aparecer.
5) O senhorio com mais de 65 anos pode ter-se "esquecido" de declarar esse rendimento nas finanças até final de fevereiro. Quem fica prejudicado é o inquilino.

O QUE FAZER SE QUISER RECLAMAR

Se, de facto tiver direito à dedução, e os valores não estão lá e se tiver os recibos pode reclamar numa repartição de finanças ou online mas não muda nada neste IRS. Só daqui a muitos meses é que lhe dizem se tem razão ou não e refazem as contas. A opção mais rápida é, onde estiver zero ou o valor errado, colocar na declaração de rendimentos o valor que devia lá estar.

ENTREGAR O IRS EM CONJUNTO OU SEPARADO?

Em conjunto:
Na folha de rosto da declaração de IRS (Modelo 3), assinala o estado civil no Quadro 4 (casado) e, no quadro seguinte (Quadro 5A), assinala que opta pela tributação conjunta. A opção pela Tributação Conjunta só é possível se a declaração de rendimentos for entregue dentro do prazo. ATENÇÃO: Se deixar passar 1 dia, já não pode optar pela tributação conjunta.

Separados:
(caso queiram alterar os valores pré-preenchidos)
- Cada um deve colocar a TOTALIDADE DAS DESPESAS dos próprios e DOS FILHOS na sua declaração (e não metade).
O Anexo H diz: “No caso de sujeitos passivos casados ou unidos de facto sendo aplicável o regime da tributação separada …, cada um dos sujeitos passivos deve incluir neste anexo A TOTALIDADE das despesas, no caso do exercício da opção pela declaração das despesas de saúde, de formação e EDUCAÇÃO, dos encargos com imóveis destinados à habitação permanente e dos encargos com lares, em substituição dos valores comunicados à AT, que dão direito às deduções à colecta do QUADRO 6C, suportadas pelo agregado familiar, incluindo o cônjuge ou unido de facto NO CASO DE TRIBUTAÇÃO SEPARADA.”

NOTA: A tributação separada não significa 2 agregados familiares; continua a ser um agregado familiar.

Espero que estas observações ajudem a tirar algumas dúvidas restantes.



O espectador Vitor Teixeira sugeriu no Facebook do Contas-poupança que seria bom haver uma forma de comparar os preçários dos vários bancos quer de comissões, quer de juros.

Existe uma ferramenta do Banco de Portugal onde pode encontrar no mesmo sítio TODOS os Preçários de TODOS os bancos,
Pode encontrá-los clicando  AQUI.


Para ser mais fácil, no "Tipo de instituição", escolham "Bancos" senão aparecem demasiados resultados.
Basta depois ver um a um ou escolher por ordem alfabética os que querem comparar.
Todos os bancos são obrigados a escrever os preçários com os mesmos títulos e o mesmo tipo de letras para ser mais fácil a comparação.
Obviamente não estou à espera que vão todos a correr ver Preçários de bancos, mas acreditem que um dia pode ser útil se quiserem ser consumidores informados e tomar decisões racionais em vosso benefício.
Boas leituras de cabeceira... Não desejo isto ao pior dos inimigos ;).