Depois de ter visto a reportagem de ontem sobre a consignação do IRS e do IVA, mais um espectador percebeu que deu dinheiro sem saber. Devem ser milhares.

E escreveu no Facebook do Contas-poupança que "considerando que cometi este lapso, para o ano que vem ao invés de fazer a consignação em IRS, faço posteriormente por transferência bancária para a instituição que bem entender."

Ora, vamos lá repetir para ficar bem claro: QUEM COLOCA A CRUZ NO IRS está a dizer ao Estado que 0,5% do imposto que pagou (depois de ter sido reembolsado e de ter fechado todas as contas SEM SER PREJUDICADO EM NADA) deve ser entregue a uma instituição que escolheu e não no que o Estado quiser.

Se o espectador acima fizer o que disse, vai dar dinheiro à instituição mas sai do seu bolso (o que é louvável, mas acho que não é isso que ele pretende). Qualquer um de nós pode dar o que quiser durante todo o ano sem precisar do Estado. Acrescentar o 0,5% do IRS é que é louvável porque "obriga" o Estado a dar dinheiro dos impostos (neste caso do meu) a quem nós dizemos e não onde ele (o Estado) quer.

Portanto, deixar de colocar a cruzinha no IRS só porque percebeu que a outra cruz no IVA sai do seu bolso é a mesma coisa que dizer "Ah como o medicamento XFGCVTRS tem efeitos secundários, vou deixar de tomar Aspirina". Uma coisa não tem a ver com a outra.

DAR 0,5% DO IRS NÃO AFETA EM NADA O SEU REEMBOLSO E AJUDA UMA IPSS.

Como alguns espectadores ainda estão com dúvidas,  está aqui na lei.

Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho
Artigo 32.º
Benefícios fiscais
4 - Uma quota equivalente a 0,5% do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, liquidado com base nas declarações anuais, pode ser destinada pelo contribuinte, para fins religiosos ou de beneficência, a uma igreja ou comunidade religiosa radicada no País, que indicará na declaração de rendimentos, desde que essa igreja ou comunidade religiosa tenha requerido o benefício fiscal.
5 - As verbas destinadas, nos termos do número anterior, às igrejas e comunidades religiosas são entregues pelo Tesouro às mesmas ou às suas organizações representativas, que apresentarão na Direcção-Geral dos Impostos relatório anual do destino dado aos montantes recebidos.
6 - O contribuinte que não use a faculdade prevista no n.º 4 pode fazer uma consignação fiscal equivalente a favor de uma pessoa colectiva de utilidade pública de fins de beneficência ou de assistência ou humanitários ou de uma instituição particular de solidariedade social, que indicará na sua declaração de rendimentos.
7 - As verbas a entregar às entidades referidas nos n.os 4 e 6 devem ser inscritas em rubrica própria no Orçamento do Estado.
9 - Da nota demonstrativa da liquidação de IRS deve constar a identificação da entidade beneficiada, bem como o montante consignado nos termos dos n.os 4 e 6.
10 - As verbas referidas nos n.os 4 e 6, respeitantes a imposto sobre o rendimento das pessoas singulares liquidado com base nas declarações de rendimentos entregues dentro do prazo legal, devem ser transferidas para as entidades beneficiárias até 31 de março do ano seguinte à da entrega da referida declaração.

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Veja ou reveja a reportagem desta semana do Contas-poupança.

Muitos contribuintes doaram a dedução do IVA pensando que era igual à do IRS (que não sai do bolso do contribuinte mas do do Estado).

Se colocar a cruzinha no IVA perdeu essa dedução em favor da IPSS que indicou. Algumas pessoas perderam 200 euros ou mais no reembolso. Não é erro das Finanças.
É preciso ler bem as instruções do IRS. Essa informação está lá claramente. Serve de aviso para o ano. E há até, como podem ver na reprotagem, IPSS que induzem (em boa fé, porque também podem ter falta de informação) os contribuintes em erro.

Pode ver a reportagem  AQUI.


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... a confusão de muitos contribuintes quando querem contribuir para IPSS ou equiparadas. Dar é bom, mas alguns estão a sentir-se enganados porque estão a dar mais do que queriam, Não leram bem as instruções e pensam que é o Estado a dar tudo e não é bem assim. Alguns perderam quase 200 euros de reembolso.

(Ontem o Contas-poupança não foi emitido por causa da Grande Reportagem sobre a queda do BANIF)

Vamos conhecer alguns casos no programa de HOJE (quinta-feira, dia 2 de junho) no Jornal da Noite na SIC e perceber porque é importante dar a consignação do IRS às causas que apoiamos. Haver este engano por parte de alguns contribuintes não invalida que se ajude as instituições com o IRS (que não nos custa nada) e com o IVA (mas com a consciência de que estamos a dar do "nosso" dinheiro).

Sei que os seguidores da página do Contas-poupança já estão bem avisados desta questão. Já alertei para ela várias vezes, mas aqui são só 50 mil e os espectadores do Contas-poupança são 1 milhão e 300 mil. Ainda há muitos contribuintes para avisar... 

Partilhem.

Obrigado.


A editora de imagem Marisabel Neto está neste momento a terminar a reportagem.


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Continuo a receber mensagens como esta que vão ler abaixo. É preocupante.

Este ano está a ser extraordinário porque dá para perceber que muitos de nós andámos a fazer disparates durante anos com a entrega do IRS. A palavra é forte mas estou convencido que é verdadeira. Se este ano cheio de confusões, de dúvidas e bugs teve alguma coisa positiva é que abriu os olhos de muitos contribuintes.

Uma das dúvidas mais relevantes em termos de reembolso é se devo entregar em conjunto ou em separado. Se calhar, alguns de nós entregaram durante anos a fio em separado (ou em conjunto) sendo prejudicados em centenas de euros. Só porque sempre fizeram assim.

Este espectador entregou em separado e agora percebeu que perdeu 1.100 euros. E já não pode voltar atrás. Agora só para o ano... Mas aprendeu a lição. Espero que muitos outros aprendam com estes casos.



O caso é o seguinte:
"Eu entreguei a declaração IRS em 4 de abril (trabalhador dependente) em separado. Na altura não percebi muito bem a diferença... Agora, percebi que se fosse em conjunto receberia IRS em vez de pagar.

A diferença são cerca de 1100€!!!

Não percebo o serviço que as nossas finanças prestam, com pouca informação, deixam as pessoas optar e depois não permitem a correção.
Está provado que as Finanças não zelam pelo interesse do contribuinte, de quem conhecem todos os dados e deixam optar por 2 situações completamente distintas.
Não será injusto um contribuinte pagar mais IRS, quando podia receber (o que significa que durante o ano pagou a mais)? E a resposta que que as Finanças dão para o problema é que está na lei e aprendem a fazer bem para o ano?
Gostaria que a AT não ficasse indiferente a situações em que tantos contribuintes se sentem prejudicados."

Eu compreendo a revolta deste contribuinte, mas as Finanças não adivinham se eu quero ou não entregar em conjunto ou separado. Se escolhessem por mim, haveria outra onda de opinião a dizer que eu quero decidir o que faço com a minha economia familiar. Posso ter motivos para entregar em separado, mesmo que isso me prejudique no reembolso.

Só vejo duas soluções para o problema. Ou aprendemos a fazer e informamo-nos e fazemos bem com consciência ou pagamos a profissionais para fazerem este trabalho.

Se quando estamos doentes vamos ao médico, se não percebemos nada de contabilidade porque é que não vamos a um contabilista? Por 20 ou 25 euros (ou menos) vale a pena arriscar perder centenas ou milhares de euros? Talvez não, mas o dinheiro é de cada um e a decisão também.

Agradeço muito aos espectadores que não se importam de relatar estes casos pessoais. Exige alguma coragem mas podem ter a certeza de que estas informações são muito úteis para milhares de pessoas que podem estar na mesma situação e não se aperceberam ainda. Obrigado.

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Como sabem, estou a "arquivar" aqui no blogue todas as reportagens do Contas-poupança desde o início, para que quem quiser pesquisar por temas possa ter tudo acessível.

Estávamos em 2012 e os bancos precisavam desesperadamente de dinheiro e o Estado também. Ofereciam juros de 6 a 14% nos depósitos a prazo. Ouvir falar de juros assim agora dá vontade de rir. Quem aproveitou na altura fez bem.

Os valores que vão recordar nesta reportagem estão completamente desatualizados. Agora os juros dos depósitos a prazo estão perto de ZERO. Mas o princípio demonstrado na reportagem mantém-se.

O importante é: cada vez que um depósito a prazo vence não o deixe estar no mesmo sítio. Coloque-o onde rende mais, mesmo que para isso seja preciso mudar de banco. Tenha em atenção as comissões. Pode não compensar.

Como podem rever neste Contas-poupança, os produtos do Estado continuam a render mais que nos bancos. Com valores muito mais baixos agora, mas continuam a render mais que os depósitos a prazo.

Que juros estão neste momento a render os seus depósitos a prazo? Há muitas pessoas que inacreditavelmente não fazem ideia.


Reveja AQUI o Contas-poupança emitido a 1/1/2012.
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2012-01-01-Como-por-o-seu-dinheiro-a-render

"Com a crise financeira, os bancos precisam de dinheiro. Para quem tem algumas poupanças é uma boa altura para investir. O problema é encontrar os produtos mais rentáveis e seguros. No Contas Poupança, apresentamos as melhores alternativas para pôr o seu dinheiro a render."

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Obrigado mais uma vez por terem visto o Contas-poupança no Jornal da Noite na SIC na passada quarta-feira. Foi a reportagem mais vista de todos os canais em Portugal na altura em que foi emitida. Quase 25% das pessoas que estavam a ver televisão viram a reportagem sobre os bancos que cobram zero comissões e zero pelos cartões multibanco e de crédito.

Fui alertado por alguns espectadores que nas referências que fiz ao ActivoBank e aos outros bancos online poderei ter dado a entender que estes bancos não tinham delegações físicas. De facto, no caso do ActivoBank são poucas e são só em algumas cidades do litoral, mas têm. E têm igualmente horários alargados (ainda mais alargados que o Banco CTT) e até abrem ao sábado (coisa que o Banco CTT não faz). Fica aqui essa informação adicional. Vejam no site do ActivoBank e dos outros bancos online onde têm delegações físicas. E acrescento que em alguns casos podem usar os Bancos-mãe de cada um deles para fazer depósitos e levantamentos. Como os bancos online são tão práticos (na minha opinião) usando o homebanking e o telemóvel nem sequer me ocorreu  ir a uma delegação deles. Sou cliente há anos e nunca fui/precisei ir a uma delegação física :). Trato de tudo por mail ou telefone.




Para a semana encontramo-nos no canal do costume, à quarta-feira e no blogue e no facebook todos os dias.

Se quiserem, podem rever a reportagem AQUI.
http://contaspoupanca.blogspot.pt/2016/05/video-bancos-que-cobram-zero-comissoes.html

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